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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Breve história da trova

 - Você sabia?
A trova nasceu em Provença, sul da França. Patrocinada pelo Conde de Pritiers, composta pelos troubadours ou trouvères, quase de origem nobre, e cantada pelos menestréis, que eram remunerados, foi cultivada nos séculos XII e XIII.
Os trovadores provençais relatavam suas aventuras cavalheirescas e amorosas, além de se fazerem arautos de importantes reformas sociais e espirituais, através de suas composições cantadas e recitadas pelos menestréis e bardos.
O termo TROVA deriva-se do verbo trosever (truvê) que significa achar. Daí o denominar-se “achado” a ideia inusitada, a maneira ímpar de se dizer algo empregando alegorias, comparações e figuras de pensamento, no jogo de palavras, em frases de vai-e-vem, no toque mágico, que valoriza qualquer produção literária...
De acordo com a escritora portuguesa Carolina Michaelis, de trobaire (achar) veio trobador, “o que acha ou troba” e, finalmente, trova e trovador. A Espanha, como Portugal, referia-se às quadras setessilábicas por trobos populares.
O que dizer dos consursos? Em 1723, surgiram as primeiras competições de inteligência e sensibilidade entre poetas. E vieram os primeiros jogos florais, em Toulouse, França, estendendo-se logo à Península Ibérica, para chegar aos outros países europeus.
Por que Jogos Florais? Porque eram celebrados no mês de maio, mês das flores na Europa, em homenagem à deusa Flora. Em Portugal, Dom Diniz foi o Rei Trovador. No Brasil, os primeiros Jogos Florais foram em Santos (1914, 1915 e 1916), e, no Estado do Rio, em Nova Friburgo, em 1960, numa parceria entre Luiz Otávio e J. G. de Araújo Jorge.
A trova a que nos referimos é a TROVA LITERÁRIA ou simplesmente TROVA, composta de 4 versos setessilábicos, rimando 1° com 3° e 2° com 4°, condensando um pensamento completo. O trovador literário é uma pessoa de bom nível cultural, que sabe condicionar os versos, respeitando os critérios técnicos da trova.
Há outras criações poéticas também conhecidas popularmente como TROVA, como o repente, versos de improviso, no nordeste. No Rio Grande do Sul cultiva-se a TROVA GALPONEIRA (todo tipo de improviso) e a TROVA CAMPEIRA (a tradicional trova de desafio, ou disputa).
Acrescente-se que, atualmente, TROVA vem ganhando, na gíria usada por muitos jovens, um sentido bem menos nobre: lorota, conversa fiada, xaveco... o que, na minha opinião  constitui uma deturpação do termo, que merece o repúdio de todos os que prezam e cultivam a língua culta.
Para conhecer melhor a arte de bem trovar, leia “Decálogo de Metrificação e Didática da Trova” em “Assuntos especiais” na coluna da direita.

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